quinta-feira, 14 de julho de 2011

"circunloquios y eufemismos"

estrela
campo de estrelas
chão de estrelas
[em mente]
cemente
sementeira
cementerio
semilla
[por dentro]
grano o polvo
campus stella
estrella

quarta-feira, 13 de julho de 2011

.. a flor da água ...

Com elas me apresento...
Delas saio e me arrefeço
Contida, arrebento em arrecifes de silêncio.
Me levas até ti...
E quando chego só a por mim, espuma.
Me conténs, me deténs.
venho dia incerto
rebentar os desejos
dos teus limites desertos
e vais ver o
ímpeto arrefecido
regresso
mais que braço,
corrente
que roteia
o teu leito.



Obturando [.a.mar.a.gem]

Mirando a margem

Desfaço a passagem

Não detenho frêmito

reluz, miragem

Me reflito em passagem

Me levas a margem

Te levas paragem

Penso que te levo

Mas tu me flutuas

Não te tenho

Me delineias

Me tomas inteiro

Sou denso como o teu desejo

Me enlaças

Me traças

E fico entre

A boca e o beijo

Me deixas

Em orbita

Te contorno

Mirando

Desfaço

Tu te desfaz

E os tempos;

Eles agem.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Dos partidos e outros meios

O teu partido deixou partido o meu coração.
Mas não faz falta, pois teu partido não me representa...
Tua crença representa o que já foi vivo...
Sou mais o partido coração!
[que representa o que em mim jaz vivo]
A resistência traz viva a minha paixão!
E ela sim me alimenta...

"Suena el latido del corazón"

domingo, 19 de junho de 2011

Vela, popa, prumo

Refeito, por direito, se convença:
não há nada que leves dentro
que não pode ser refeito
com o efeito
da nova direção.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Lei de estar

Parágrafo 1°: Renovar. Replanejar. Retornar. Refazer. Refazer. Reviver. Resignificar.

Mono-logo(s)

Não me nego. Não te nego. Sei que existes. Sei que existo. Palavras mudas caem dos meus olhos. Enredo pensamentos. Quando eu te reescrevo te expurgo de mim. Se eu não te pertenço e tu não me pertences porque nos prendemos, alama com alma. Teu corpo é o meu transporte, é aminha liberdade... Não sei se me persegues ou se te proponho união. Deveras não sei se és cela ou imensidão. Por meio de ti me enforco na corda da liberdade, me coloco diante de todos, me exponho, me abandono em cada reta para ne deixar adotar por um quanquer que somente me leia, me abosorva.