quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

meta[e]canção

Me deixe [não],me deixe [não]
nada me atrela
as trelas da escuridão
[não] fale não
a rima incerta
no [re]verso tipo
de minha canção
[não] me negues
não [atrele]
não deixe
sou meta[e]canção

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Longe de tudo
venha ver
este mundo
tramado
desenhado
para o sentido
oposto
da linha densa...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Ao olhar

o desejo deixo passar lento
para ir ter-te no desenhar
[riem ligeiros]
trafegam sorrisos
perdidos e sóbrios
no teu parpadear
me deixa em ti,
só ao olhar

sábado, 21 de janeiro de 2012

Sem o samba da Lembrança

Não,não cante o seu amor na Praça onze.
Já se acabará o festival.
Não importa quantas cartas ela mande.
Tudo chega, nada é eterno
[afine o samba].
Não cante tanto,
depois que acabar o festival
tudo pode se mostrar sem canto,
tudo pode perder o ritmo encantado.
E nada mais restará do teu samba afinado, que não um finado retrato
datado, de ano tal...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Abrindo espaço

a hora chegada
sem planejar
sem suspeitar
é desenhada
e no espaço
se abre
e se apresenta
o presente

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Rendando

Aquela certa palavra
perdida
no rendado do dia
rodeada de tramas
habita
o céu de minha boca.

domingo, 18 de dezembro de 2011

De vaga ação

Amo o silêncio
O de pernas cansadas
O de ouvidos atentos
O da fresta da luz
O da respiração parada
O de suspiro lento
O de pele acariciada
O da luz sem festa
O do vento soprando
O do coração em festa
Amo o silêncio
Ele é o bem que me resta.