sábado, 25 de agosto de 2012

re(des)compondo

espreita certeira
o meu violão
acabousse
rima
mas lhe toca
desenho toado
marcado ao lado
rebenta tom
marcado:
tu é cifra e segredo
dessa canção

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Passada

Tudo tão rápido
Tudo tão ávido
que se eu passar por mim
talvez nem me pare,
para um café preto.

[seguindo, seguimos]

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

rendija


desde aquel día
rajadas
líneas
dibujadas
en mí
tejiste


dejaste
aquí
tejí
todo un vacío de ti
eché líneas,

me toca a mí

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

diólogo de pássaros IV

- para onde você vai quando chove?
- ...
- esta chovendo?
- não sei, mas costumo me esconder em ninhos perdidos.
- você sempre se esconde?
- sobretudo quando faz frio.
- alguma vez você sentiu frio...?
- busco o calor, ele chega, promete que volta. 
Mas sou eu quem procura a fuga
- é?
- tenho medo do calor.
(ouvi dizer que um abraço pode trazer a vida)

domingo, 29 de julho de 2012

Ao olhar

de_nota silenciosa 
suspensa no ar
caída 
fluído estar
airosa
a palpitar
recomposta
a suspirar
brotas
de par em par




sexta-feira, 27 de julho de 2012

Pelas novas velha ruas ...

o meu silêncio
mostra
o que vindo
aposta
aquele
palavreado lento
latente palavra
eis tudo
que levo dentro.

o outro eu

Desde este estrangeiro modo
me reconheço
no (des)conhecido
outro
tanto eu agora
que ocupo a (tua) língua
nesse estranho
que sou
eu