Quando a verve alinha
e o verso salta
a voz transpira
eis que a rima
- inspira -
e o peito desata
temos por dada
a chave encontrada
da ventania
da chuva parada
segunda-feira, 26 de maio de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Do suspender
Do silêncio da tua respiração
Rego as flores de sentido
E (logo mais)do meu jardim preferido
Colho a secreta cifra da canção.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Teoria das cordas
Viestes, pausando, solene
teus versos guiados
por notas serenas
Fostes, seguindo, ousado
teu ritmo marcado
por miradas amenas
Passas, armando, tranquilo
teu argumento instaurado
por contas pequenas
Acompanhastes, meu verbo,
contadas pausas seguidas
eloquentes silêncios
de retorno partida
teus versos guiados
por notas serenas
Fostes, seguindo, ousado
teu ritmo marcado
por miradas amenas
Passas, armando, tranquilo
teu argumento instaurado
por contas pequenas
Acompanhastes, meu verbo,
contadas pausas seguidas
eloquentes silêncios
de retorno partida
terça-feira, 8 de abril de 2014
Na rota
Por esta rota
incerta
a passos largos
a passos curtos
arquiteto
desperto
a via que me leve
ao lado oculto do universo
e eis que
incerta
mergulho
desnuda
na trama
incerta
na rota da roca
do fio em verso
terça-feira, 20 de agosto de 2013
mês de dentro
nesse mês de dentro
ora chuva
ora sol
não há mais estação certa
neste calendário
há mais horas que dias
não há data certa
para o dia D
Quando gira o ponteiro
é sempre mais um dia
Faça o tempo que faça
é sempre a mesma areia
descendo no grão
da hora perdida
do desmedido tempo
de dentro
ora chuva
ora sol
não há mais estação certa
neste calendário
há mais horas que dias
não há data certa
para o dia D
Quando gira o ponteiro
é sempre mais um dia
Faça o tempo que faça
é sempre a mesma areia
descendo no grão
da hora perdida
do desmedido tempo
de dentro
sábado, 3 de agosto de 2013
Ao reino do escrito
Era um vez...
É assim
ficamos restritos
ao reino do como se
(quem nem é nosso
pois nada mais somos
que personagens de papel)
num tempo que se conta
pelo passado
(da dança de páginas)
pelo dado do tempo
(que mais nada ata)
ficamos
ficam
fica
fiando
fim
É assim
ficamos restritos
ao reino do como se
(quem nem é nosso
pois nada mais somos
que personagens de papel)
num tempo que se conta
pelo passado
(da dança de páginas)
pelo dado do tempo
(que mais nada ata)
ficamos
ficam
fica
fiando
fim
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