domingo, 16 de novembro de 2014
Da minha Clarice
Não sei por onde andas.
Não sei a cor de teus olhos.
Não sei como te chamar.
Nem mesmo se vens...
Ou como vens.
Qual será a "chave" que me levará até seus braços?
Questionamentos vários...
Será que te vi por ai, perdido?!
Ou estás ao meu lado, a esperar um gesto?!
Hoje queria teu abraço,meu pequeno...
Queria que me ensinasse...
com seus olhos, a ver
com suas mãos, a sentir
com sorriso, a respirar
Não sei por onde andas...
Mas o meu amor por ti é tão evidente
Tão claro
que me faz sentir teu riso
não lembrado
que me faz sentir teu toque
não dado
que me faz sentir teu estar
tão dentro,
que te sinto
guardado em mim
E
[Isto não me assusta...]
[Como o Amor é grande]
como tu és maior que eu
preciso amar
[é assim que me vejo,
me elevo]
outros como tu
que me fazem ver
o que você tu ensinastes
uma coisa assim
com ar de Amor
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
A mensagem
Ela me diz:
Não precisa ter saudade
Estou chegando
logo mais
e
tudo se resolve
Te digo que não :
Sinto saudades
do que não vivi
De cenas perdidas
na história do futuro
e não há nada mais duro
que lidar
com essa história não amanhecida
que você escreve na memória
[Venha me fazer história!]
Ela me diz:
Logo mais...
Já não é tarde
E se nos envolve?!
E se já não dá mais!?
Na história do futuro
do desenhado passado
eu fui dardo lançado
no desejo direção
ela não assina
essa menina
[que sina]
faz bater meu coração
Não precisa ter saudade
Estou chegando
logo mais
e
tudo se resolve
Te digo que não :
Sinto saudades
do que não vivi
De cenas perdidas
na história do futuro
e não há nada mais duro
que lidar
com essa história não amanhecida
que você escreve na memória
[Venha me fazer história!]
Ela me diz:
Logo mais...
Já não é tarde
E se nos envolve?!
E se já não dá mais!?
Na história do futuro
do desenhado passado
eu fui dardo lançado
no desejo direção
ela não assina
essa menina
[que sina]
faz bater meu coração
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
sábado, 11 de outubro de 2014
Da palavra cantada
Em versejar
tu vais
eu vou
fomos um dia
mesmo verso
em linhas tentidas
foste lira
foste corda
em verso apóias o corpo
sobre o teu corpo,o meu
(teu violão)
E me deténs
Em cada verso
declamado a peito aberto
E tu me canta
E eu me encanto
poema desfeito
em soltas cordas
Te dou o verso
Me dás notas
Um encontro de se pensar
Me tensionas
Me dedilhas
Me tiras notas
Te dou meu verso ditado
Sou tua memória de versos
És meu braço de notas
E eu te toco
E tu me tocas
pela palavra
verbo-língua
usamos
um verso
um vinho
um vão
a boca
declama
e
declara
Ao cantar, nos vemos
Em nota
Em verso
Te noto
Me cantas
[sumus verbum]
sábado, 4 de outubro de 2014
Campo de estrelas
Estaríamos em qualquer lugar de estar
De ser em brancas nuvens envolver
Como num sonho bom passar
Para formas infindas gestar
e corpos celestes aquecer
Lidos os votos
tenho por dito
que não resta neste peito
nem um grito
que por tudo foi feito
nada clamará meu eleito
Tenho partidos abraços
No meu campo perdido
Restam nuvens
Nada mais,
que poema de estrela
pó de desejos contidos
Nuvem sem marca
de corpo fugidio
Tenho por contado
Tenho por dito
Te deixo,
flor do peito,
com pétalas tecido
De ser em brancas nuvens envolver
Como num sonho bom passar
Para formas infindas gestar
e corpos celestes aquecer
Lidos os votos
tenho por dito
que não resta neste peito
nem um grito
que por tudo foi feito
nada clamará meu eleito
Tenho partidos abraços
No meu campo perdido
Restam nuvens
Nada mais,
que poema de estrela
pó de desejos contidos
Nuvem sem marca
de corpo fugidio
Tenho por contado
Tenho por dito
Te deixo,
flor do peito,
com pétalas tecido
O brinco perdido
Chegava sem ruidos. Com olhos e mãos rápidas. Desnuda-se. A agua acalmava a sua mente. Perdeu-se por uns minutos na correnteza do chuveiro. Tantos pensamentos soltos podiam ter virado um amontado de linhas sem sentido, mas secou-se deles. Lembrou do livro que ainda não tinha terminado. Leu um verso, decorou o teto como se imaginasse a letra do poeta marcando o papel.
Deixou o livro, pegou o vinho e o papel. Na folha borrada de sono e pensamento havia algo que deveria ser escrito.
- Mas o que deve estar aí? - pensou longamente. `
Procurou caneta, ligou o som. Placidamente rabiscou algo no papel.
Ali mesmo pegou no sono. Horas depois, ao despertar, procurou coberta, viu a sala clara, a luz do som.... Pensou que dormia, mas era real. Pensou no brinco, onde estava? No quarto, no banheiro...
- Onde está? Será que perdi?! - com olhos apertados de luz tateava.
Não era possível. Entre o amargo negro e verde cítrico havia posto o brinco na mesa.
- Acho que sim. Só lembro da nota solta pelo ar... Olhos cansados e vermelhos.
Era um sono lento que abatia sua voz, e como não fala... Seu pensamento ficava rápido.
Lembrou-se dos instrumentos, de olhar a porta, de ver os músicos com pastas pretas...
- Mas e o brinco? - Volta o pensamento aleatório constante.
Passou as mãos no rosto, nos olhos, nos cabelos... Decidiu levantar. Taça na mesa. Deixou a roupa pelo chão. Já era quase manhã. Entre no quarto. Apagou o relógio. Deitou e dormiu, com as mãos perdidas procurando entre os lençóis, o brinco perdido estava desenhando em sua mente.
Deixou o livro, pegou o vinho e o papel. Na folha borrada de sono e pensamento havia algo que deveria ser escrito.
- Mas o que deve estar aí? - pensou longamente. `
Procurou caneta, ligou o som. Placidamente rabiscou algo no papel.
Ali mesmo pegou no sono. Horas depois, ao despertar, procurou coberta, viu a sala clara, a luz do som.... Pensou que dormia, mas era real. Pensou no brinco, onde estava? No quarto, no banheiro...
- Onde está? Será que perdi?! - com olhos apertados de luz tateava.
Não era possível. Entre o amargo negro e verde cítrico havia posto o brinco na mesa.
- Acho que sim. Só lembro da nota solta pelo ar... Olhos cansados e vermelhos.
Era um sono lento que abatia sua voz, e como não fala... Seu pensamento ficava rápido.
Lembrou-se dos instrumentos, de olhar a porta, de ver os músicos com pastas pretas...
- Mas e o brinco? - Volta o pensamento aleatório constante.
Passou as mãos no rosto, nos olhos, nos cabelos... Decidiu levantar. Taça na mesa. Deixou a roupa pelo chão. Já era quase manhã. Entre no quarto. Apagou o relógio. Deitou e dormiu, com as mãos perdidas procurando entre os lençóis, o brinco perdido estava desenhando em sua mente.
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