quarta-feira, 30 de abril de 2014

Pílula poética

Fácil é fazer poesia para quem vive poesia.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Teoria das cordas

Viestes, pausando, solene
teus versos guiados
por notas serenas

Fostes, seguindo, ousado
teu ritmo marcado
por miradas amenas

Passas, armando, tranquilo
teu argumento instaurado
por contas pequenas

Acompanhastes, meu verbo,
contadas pausas seguidas
eloquentes silêncios
de retorno partida



terça-feira, 8 de abril de 2014

Na rota


Por esta rota
incerta
a passos largos
a passos curtos
arquiteto
desperto
a via que me leve
ao lado oculto do universo
e eis que
incerta
mergulho
desnuda
na trama
incerta
na rota da roca
do fio em verso

terça-feira, 20 de agosto de 2013

mês de dentro

nesse mês de dentro
ora chuva
ora sol

não há mais estação certa
neste calendário
há mais horas que dias
não há data certa
para o dia D

Quando gira o ponteiro
é sempre mais um dia

Faça o tempo que faça
é sempre a mesma areia
descendo no grão
da hora perdida
do desmedido tempo
de dentro



sábado, 3 de agosto de 2013

Ao reino do escrito

Era um vez...

É assim
ficamos restritos
ao reino do como se
(quem nem é nosso
pois nada mais somos
que personagens de papel)
num tempo que se conta
pelo passado
(da dança de páginas)
pelo dado do tempo
(que mais nada ata)
ficamos
ficam
fica
fiando

fim


terça-feira, 30 de julho de 2013

o vago da vaga (a história suspensa)

Curtos segundos de uma longa espera
Longa promessa nunca realizada.

Não te encontrei
(foi) a hora vaga
o perdido pedido

ecou
naqueles dias
fora de área
esquecida a cena
a parada foi perdida
e mais uma vez
história suspensa...

Recuperei neste outro tempo
o diálogo de perdidas vozes


Felicidades


Como numa ronda alternada
deixamos a outro capítulo
nossas linhas.

Hoje e sempre, mais felicidade.